Autocarros, bicicletas e bicicletas nos autocarros

Já não é a primeira vez que se fala do transporte de bicicletas nos autocarros aqui pelo blog, seja com suporte ou mesmo no interior dos autocarros.

Já acontece noutras cidades do mundo e em Portugal também já existe esta solução que, quanto quanto a nós, seria muito útil para Coimbra. Podíamos começar ao fim de semana e/ou a fora de horas de ponta, por exemplo.

Em Lisboa existe desde 2007 o Bike Bus, que é um serviço que permite aos utilizadores da carris entrar para dentro do autocarro com a bicicleta. Funciona em 5 linhas, está disponível todos os dias da semana e o preço não varia.

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No Funchal os autocarros têm um suporte para carregar a bicicleta no exterior do autocarro, como na figura em cima (sei que existem algumas restrições legais quanto aos suportes exteriores principalmente se forem à frente). 

Fica aqui um vídeo engraçado sobre um sistema parecido, para mostrar como funciona 😉

Andar de bicicleta está na moda – Hermès

Andar de bicicleta é decididamente uma tendência pelo mundo. São cada vez mais as marcas que associam o nome ao ciclismo urbano, seja por juntarem bicicletas nas suas campanhas ou mesmo lançando bicicletas da marca.

A Hermès vai lançar no próximo mês duas bicicletas cheias de pinta: a Flâneur d’Hermès e a Flâneur Sportif d’Hermès. Custam cerca de 8000$ mas que são bonitas são.

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Benefícios de andar de bicicleta #3

Fica aqui um resultado de um estudo em 2009 feito para Copenhaga pela COWI sobre o qual vale a pena pensar…

  • Uma viagem de bicicleta poupa à sociedade DKK 3,65 (≈0,50€)
  • Uma viagem de carro gasta à sociedade Dkk 6,59 (≈0,90€)
  • A cidade, ao proporcionar a utilização da bicicleta está a ter ganhos na saúde da ordem dos Dkk 2 biliões (≈270 milhões€)

Como é óbvio não vamos conseguir estes valores imediatamente, mas valerá ou não a pena pensar numa politica de transportes mais sustentável?

Alterações ao código da estrada #2

Uma das alterações ao código da estrada aprovadas em Assembleia da República foi o fim da obrigatoriedade de circular em ciclovias (quando elas existem) passando a sua utilização a ser opcional.

De uma forma (muito) simplificada pode-se dizer que vias com grandes níveis de tráfego ou com  velocidades de circulação elevadas são as que mais precisam de um espaço dedicado à circulação das bicicletas. Caso contrário (velocidades baixas e volumes de tráfego reduzidos) o espaço de circulação deve ser partilhado.

Nas ruas onde são construídas ciclovias e onde que os 4 piscas se ligam com muita facilidade “só para ir ali levantar qualquer coisa” esta alteração faz ainda mais sentido. Fica aqui um vídeo que mostra muito bem o que quero dizer com tudo isto e porque é que esta alteração é tão importante.

Não é que tenhamos casos desses cá em Coimbra porque ainda não há ciclovias, mas quando um dia pensarem (também) nelas já fica aqui a sugestão de olharem para este problema com cuidado. (se bem que isto é também válido quando pensamos nas vias BUS).